Antes de dar aula de Estatística na UFPI, eu achava que os alunos travavam na conta. Não é. Quase sempre a pessoa consegue calcular, o que ela não sabe é qual pergunta aquela conta responde, e por isso não sabe qual teste escolher quando a prova chega.
Foi isso que mudou meu jeito de ensinar.
Minha primeira aula é diagnóstico. Peço um exercício que travou e você me explica até onde entendeu. O...
Antes de dar aula de Estatística na UFPI, eu achava que os alunos travavam na conta. Não é. Quase sempre a pessoa consegue calcular, o que ela não sabe é qual pergunta aquela conta responde, e por isso não sabe qual teste escolher quando a prova chega.
Foi isso que mudou meu jeito de ensinar.
Minha primeira aula é diagnóstico. Peço um exercício que travou e você me explica até onde entendeu. O ponto de ruptura costuma estar bem antes do que a pessoa imagina, e é dali que reconstruímos, sem refazer a matéria inteira à toa.
Depois, a ordem é sempre a mesma: primeiro a pergunta, depois a fórmula. Antes de calcular uma ANOVA, você entende que ela existe para dizer se a diferença entre grupos é real ou ruído da amostra. Com o sentido claro, a fórmula vira consequência, não decoreba.
Uso o seu material: sua lista, a prova antiga, os dados do seu TCC. É neles que você vai ser avaliado.
E explico quantas vezes for preciso, de formas diferentes. Se a explicação não pegou, o problema é dela, não seu.
Sou bacharel em Sistemas de Informação e mestrando em Ciência da Computação pela UFPI, onde ministrei Correlação, Regressão Linear, ANOVA e Delineamento de Experimentos. Como pesquisador, tenho mais de 20 publicações com análise quantitativa. Ou seja: conheço a estatística além da ementa, sei como ela é usada em pesquisa de verdade.
Travou em algo específico? Me conta qual é que eu te digo se resolvemos rápido.
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